Curiosidades sobre 5 locais históricos que você precisa saber

Curiosidades sobre 5 locais históricos que você precisa saber

Ano novo, vida nova. Que tal aproveitar a chegada de 2023 para se propor a sair da zona de conforto, aprender coisas novas e viver experiências diferentes? Pois Pirenópolis reserva isso e muito mais. Além dos seus famosos atrativos naturais, a cidade é repleta de histórias de tirar o fôlego e lendas de arrepiar que vão te permitir viajar pela história e não apenas resgatar, mas reviver toda tradição e cultura local. Confira, a seguir, curiosidades sobre cinco locais históricos que pouca gente conhece e se prepare para ver Pirenópolis com outros olhos.

1. A Casa de 365 janelas

Quem passa pelo charmoso centro de Pirenópolis nunca imagina que um majestoso casarão com 365 janelas já existiu por ali, mais especificamente em um terreno de aproximadamente 300 metros que abriga, hoje, o Museu da Família Pompeu e parte do Cavalhódromo. Era a casa do comendador Joaquim Alves de Oliveira, um dos homens mais ricos de Goiás no século XIX.

Além de janelas para cada dia do ano, a construção ostentava madeiras finas, acabamentos em ouro, lâmpadas de puro cristal, amplos salões, instalações para hóspedes e numerosos cômodos, além da residência particular do comandante, que sequer tinha herdeiros.
Conta a lenda que, após sua morte, populares entraram na mansão em busca de tesouros perdidos e que alguns chegaram a sair de lá com partes da construção, como madeiras e as próprias janelas que, posteriormente, foram utilizadas em outras edificações da região. Mas a história não para por aí. Há quem diga, ainda, que até mesmo os passos do Comendador podiam ser ouvidos pelas ruas, numa espécie de caçada às partes saqueadas do seu palacete.

2. Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

A Praça do Coreto é, hoje, uma das grandes vitrines do artesanato local e, inclusive, um dos pontos turísticos da cidade. O que pouca gente sabe é que o local já foi a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, um templo católico dedicado à população negra, que era impedida de frequentar as demais igrejas da cidade, por conta da segregação racial vigente na época.

Edificada entre 1743 e 1757 por escravos, a igreja foi demolida em 1944 por ordem da autoridade diocesana, mas se mantém viva na cidade e na cultura popular. Inclusive, se você visitar Pirenópolis ao lado de um guia turístico, com certeza vai ouvir falar desta igreja. Sem contar que ainda há um memorial em sua homenagem na Praça do Coreto e objetos que fizeram parte do templo, como imagens, altares e móveis, nas Igrejas do Carmo, do Bonfim e Matriz, que possibilitará reviver um pouco dessa história.

3. O Reino do Frota

Aventura e vista panorâmica da cidade não são os únicos atributos do Morro do Frota. A imponente montanha defronte Pirenópolis também carrega uma famosa lenda na região sobre Antônio Rodrigues Frota e seu sogro Luciano Nunes Teixeira, uns dos primeiros a chegarem por ali. Possuidores de grandes extensões de terras, riquezas e escravos, construíram no local um grande castelo de dois pavimentos com torre lateral circundada por longa escadaria e até igreja para missas particulares, mas não é isso que mais chama atenção na história.
A lenda diz que, para fugir da cobrança dos impostos reais, Frota escondeu o ouro extraído em garrafas e as enterrou pelos morros de sua propriedade. Também furou os olhos, cortou as línguas e inclusive sacrificou escravos que participaram desta jornada a fim de garantir que seu segredo não fosse revelado. Mas morreu jovem, assim como sua esposa e sogro. As filhas órfãs acabaram perdendo tudo e, no início do século 19, o castelo foi demolido e o império desfeito. Todavia, há quem diga que a caça pelas garrafas de ouro na região nunca teve fim.

4. Vila do Arena

Formações rochosas, plantas típicas do cerrado, nascentes e até uma pequena capela formam, hoje, a extensa Serra dos Pirineus. O que pouca gente sabe é que, em 1880, um francês decidiu construir logo ali, em um dos seus morros, uma grande e moderna mineradora e uma vila com cerca de 30 casas, açougue, farmácia, entreposto comercial e até moeda própria, que abrigou centenas de trabalhadores por aproximadamente sete anos.

Mas, o mais impressionante desta história é seu desfecho. Os longos bicames construídos ali para transportar água dos rios e movimentar uma moderna máquina holandesa de desmonte hidráulico enlameou a água do córrego da Barriguda e, consequentemente, do Rio das Almas. Tal fato provocou a ira e revolta da população da cidade e culminou em uma verdadeira guerra, quando 24 cavaleiros mascarados subiram a serra de madrugada, expulsaram o povo e destruíram o povoado.

5. Fazenda Babilônia

E por último, mas não menos importante, temos a Fazenda Babilônia que, mais do que uma antiga fazenda de engenho, é uma verdadeira aula de história sobre o Brasil colonial. Construída pelos escravos, no final do século XVIII, a propriedade tem aproximadamente 80% de sua originalidade preservada e oferece uma experiência diferenciada de resgate da história, cultura e gastronomia local.
Por lá, é possível ver de perto um majestoso casarão em estilo colonial com grossos esteios e vigas de madeiras, paredes de adobe e pau-a-pique, telhados de caibros roliços cobertos com telhas-coxa, muros de pedras e uma ampla varanda de onde era possível controlar toda a senzala. A propriedade ainda conta com uma capela original dedicada à Nossa Senhora da Conceição, um museu com objetos antigos e o famoso Café Sertanejo, que faz um resgate antropológico da culinária goiana por meio de receitas centenárias e típicas de um Goiás rural e antigo. O local é aberto à visitação do público.


Imagens: divulgação/internet